Brasil aciona Mercosul para diversificar mercados diante do tarifaço dos Estados Unidos

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O governo brasileiro intensificou a articulação diplomática e comercial por meio do Mercosul para acelerar entendimentos externos e diversificar mercados após o reajuste de tarifas imposto pelos Estados Unidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping conversaram sobre a urgência de dar celeridade às negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a China, visando abrir novos canais para a escoação de produtos e parcerias tecnológicas.

O governo também aposta na consolidação dos efeitos práticos do acordo Mercosul-União Europeia e na aproximação com parceiros da América Latina e do Leste Asiático para mitigar as perdas geradas pelas barreiras protecionistas norte-americanas.

Ações paralelas diplomáticas do governo também estão em andamento para tentar reverter a situação O Itamaraty apresentou um pedido de consultas formais aos Estados Unidos no âmbito do sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), classificando as sobretaxas acumuladas de até 37,5% como arbitrárias e incompatíveis com as regras internacionais.

Como forma de apoio à economia interna foi lançado o programa Plano Brasil Soberano, com a liberação de linhas de crédito expressivas voltadas a dar suporte aos setores industriais e exportadores afetados pelas novas taxações

COREIA DO SUL– Também nesta semana, o presidente Lula e o presidente da Coréia do Sul, Lee Jae-Myung tiveram encontro em Brasília e concordaram em acelerar as negociações para um possível acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul.

O Brasil tem procurado expandir acordos — sozinho ou através do Mercosul — para ampliar mercados e atrair investimentos diante das incertezas provocadas pelo aumento de tarifas anunciado pelos Estados Unidos, um dos seus principais parceiros comerciais, sobre os produtos brasileiros.

Durante o encontro, o presidente brasileiro e o sul-coreano, Lee Jae-Myung, assinaram memorandos de entendimento nas áreas de cooperação aeroespacial, energia, educação e intercâmbio esportivo.

No seu discurso, Lula da Silva afirmou que o Brasil e a Coreia do Sul estão construindo uma parceria “mais ambiciosa” e defendeu o fortalecimento das relações económicas entre os dois países. Segundo o líder brasileiro, o comércio bilateral alcançou cerca de 11 mil milhões de dólares em 2025, mas ainda está abaixo do potencial das duas economias.

O Mercosul fechou acordos nos últimos anos com parceiros como a União Europeia e os quatro membros da Associação Europeia de Livre Comércio, Suíça, Islândia, Liechtenstein e Noruega.

O Brasil e a Coreia do Sul também chegaram a um acordo sobre minerais críticos. Segundo Lee, as duas nações atuarão em conjunto em toda a cadeia de abastecimento desses minerais, considerados estratégicos para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia.

“O Brasil é um dos principais detentores dos minerais críticos. Através deste acordo, vamos criar uma base estável de oferta, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica”, assegurou o Presidente da Coreia do Sul.

*Comunicação – Em 28-07 – 26 – ( Com informações da Agência Brasil e Euronews)
Foto : O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva tiveram encontro em Brasília para discutir acordo com o Mercosul. ( Divulgação).

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